Foto: Redes Sociais
O cineasta e diretor de videoclipes argentino Lucas Vignale é uma das seis vítimas fatais da colisão entre dois helicópteros ocorrida na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A confirmação da identidade do profissional foi feita pelas autoridades locais que investigam o caso.
O acidente aconteceu na altura da Avenida das Américas, quando duas aeronaves de pequeno porte se chocaram no ar. Um dos helicópteros transportava cinco ocupantes e o outro era operado apenas pelo piloto. Não houve sobreviventes. Na queda, os destroços atingiram um pátio de veículos estacionados, provocando incêndios e danificando cerca de 20 automóveis em solo.
Vignale viajava na aeronave que transportava o cantor norte-americano Oliver Tree — de quem era colaborador técnico —, o produtor musical brasileiro Lucas Frota, o criador de conteúdo digital argentino Gaspar Prim Díaz (conhecido como "Gaspi") e o piloto Alexandre Souza. A segunda aeronave envolvida no choque era conduzida pelo piloto Charles Marsillac, que também faleceu.
Nascido em 1997, Lucas Vignale construiu uma carreira focada na direção audiovisual, dividindo-se entre produções cinematográficas e produções de videoclipes musicais. No início do ano, o diretor esteve presente no Festival Internacional de Cinema de Berlim, na Alemanha, para a exibição de seu filme de ficção "El Tren Fluvial".
No mercado da música, o profissional assinou a direção de curtas-metragens e clipes de grande alcance nas plataformas digitais, incluindo trabalhos desenvolvidos para artistas de destaque no cenário sul-americano, como o DJ e produtor musical argentino Bizarrap. Conforme publicações em suas redes sociais, o diretor estava no Rio de Janeiro para acompanhar a produção de novos projetos musicais de Oliver Tree e havia visitado pontos turísticos da capital fluminense, como o monumento do Cristo Redentor, horas antes do ocorrido.
Os procedimentos de perícia de campo foram realizados no pátio atingido pelas aeronaves e o caso segue sob investigação da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), em conjunto com técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), subordinado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana