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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Paulista de Futebol (FPF) publicaram notas oficiais nesta segunda-feira (6) para repudiar as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o árbitro brasileiro Raphael Claus. A manifestação ocorre após o político questionar a integridade do profissional e sugerir uma análise de seu histórico, na sequência da reversão do cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun na Copa do Mundo de 2026.
Em sua defesa, a CBF classificou Claus como um dos principais árbitros em atividade e destacou que sua trajetória no quadro da FIFA é pautada por avaliações técnicas positivas e atuações de destaque nacional e internacional. A entidade ressaltou que não existe nenhum elemento que desabone o histórico do árbitro, reconhecido pela conduta ética e excelência técnica. No mesmo sentido, a FPF manifestou apoio irrestrito a Claus, apontando que ele possui reputação ilibada e um currículo que inclui a participação em duas edições da Copa do Mundo, a final da Copa América de 2024, sete finais de Paulistão e prêmios individuais.
A polêmica teve início quando Claus expulsou Balogun após checagem no VAR em partida contra a Bósnia e Herzegovina, convertendo um cartão amarelo em vermelho devido a uma entrada com força excessiva. Embora a Comissão de Arbitragem da FIFA tenha chancelado a correção da decisão em campo, a Comissão Disciplinar suspendeu o efeito da punição de forma a permitir que o atleta atuasse nas oitavas de final, gerando debates e reações de entidades como a UEFA. Mesmo diante da repercussão e da pressão política, o árbitro brasileiro segue respaldado institucionalmente pela CBF, pela FPF e pela própria FIFA.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana