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Uma sequência de fortes terremotos registrados em cinco países em um intervalo de menos de uma semana deixou um rastro de destruição e acendeu o alerta na comunidade científica internacional no final de junho de 2026. Os abalos atingiram a Venezuela, o Japão, o Afeganistão, os Estados Unidos e a China. Apesar da proximidade dos eventos, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) esclareceu que os tremores ocorreram em zonas tectônicas diferentes e não possuem ligação direta de causa.
O impacto mais grave foi registrado na Venezuela, que enfrenta as consequências do pior desastre sismológico no país em mais de um século. No dia 24 de junho, a região noroeste do território venezuelano foi atingida por dois terremotos consecutivos de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter. O balanço oficial do governo local aponta para mais de 1.500 mortos, 3.100 feridos e dezenas de milhares de desaparecidos. Cidades como Caracas e o estado litorâneo de La Guaira contabilizam desabamentos de edifícios inteiros.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que dois cidadãos brasileiros que residiam na Venezuela estão entre as vítimas fatais. Devido à sua posição geográfica no centro da Placa Tectônica Sul-Americana, o território brasileiro registrou apenas reflexos leves e imperceptíveis nas regiões de Manaus e Belém após o tremor no país vizinho, sem registro de danos materiais ou feridos.
A crise humanitária na Venezuela é agravada por centenas de réplicas. Nesta segunda-feira (29), um novo tremor secundário de magnitude 4,6 voltou a assustar a população. Equipes de resgate e ajuda humanitária enviadas pelo Brasil e por outros países já atuam em solo venezuelano para colaborar nas buscas por sobreviventes.
Nas mesmas datas, outras regiões do globo também reportaram atividades sísmicas significativas. Poucas horas após o evento na América do Sul, em 25 de junho, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o norte do Japão, afetando as províncias de Aomori e Iwate. Uma réplica de magnitude 6,1 foi registrada na mesma área neste domingo (28). Segundo as autoridades locais, o cumprimento das normas rígidas de engenharia antissísmica do país evitou colapsos estruturais graves e mortes.
Na Ásia Central, um terremoto de magnitude 6 atingiu o nordeste do Afeganistão no sábado (27), com reflexos sentidos em Islamabad, capital do Paquistão. O abalo deixou mais de 20 feridos e danificou centenas de residências na região fronteiriça. Já na costa oeste dos Estados Unidos, o estado da Califórnia registrou um sismo de magnitude 5,6 na quarta-feira (24). Por fim, nesta segunda-feira (29), a cidade de Yibin, na China, contabilizou danos estruturais leves após um tremor de magnitude 5,5.
Especialistas em sismologia reforçam que, embora a ocorrência simultânea chame a atenção pública, a ativação de falhas geológicas em continentes distintos faz parte da dinâmica natural da Terra e descarta a hipótese de um "efeito dominó" global.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana