Foto: Arquivo Pessoal
Moradores e comerciantes da região da Avenida Carlos Botelho, no bairro São Dimas, em Piracicaba (SP), relatam frequentes episódios de perturbação do sossego, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e acúmulo de lixo nas madrugadas de fins de semana. O ponto crítico apontado pela vizinhança fica no cruzamento da avenida com a Rua Barão de Piracicamirim. Na madrugada deste sábado (20), no entanto, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada por meio do telefone 153 e os agentes cessaram a aglomeração e o som alto no local.
As queixas sobre os problemas na área são antigas. De acordo com os relatos de residentes, em um dos episódios recentes, na madrugada de sexta-feira (5) e sábado (13), veículos com som automotivo em alto estacionaram na avenida.
Além do barulho, a comunidade aponta reclamações recorrentes sobre a realização de supostos rachas de veículos, algazarra e atos de vandalismo. O trecho final da Rua Barão de Piracicamirim, descrito pelos moradores como uma área mais deserta, também tem sido utilizado frequentemente para o descarte irregular de materiais.
O cenário após as aglomerações costuma amanhecer visível nas calçadas aos sábados e domingos. O rastro deixado na região inclui garrafas de vidro vazias e quebradas, grande quantidade de copos plásticos espalhados pelo chão e até preservativos descartados em via pública.
Quem reside ou trabalha na região também relata dificuldades para registrar as queixas nos canais oficiais de fiscalização. Segundo os moradores, as tentativas de acionamento do serviço de emergência 190 da Polícia Militar, em ocasiões anteriores, resultaram em chamadas transferidas para gravações telefônicas ou em orientações para que a denúncia fosse formalizada de forma eletrônica pelo site da corporação, o que, de acordo com eles, inviabiliza o flagrante.
As forças de segurança e fiscalização ressaltam que, para combater a perturbação do sossego de forma imediata, é fundamental que a população continue acionando os telefones de emergência disponíveis, como o 190 da Polícia Militar e o 153 da Guarda Civil Municipal.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana