Foto: Prefeitura de Limeira
Estrutura desativada fica na divisa com Cordeirópolis e foi tema de reunião com representantes do Governo Federal nesta segunda-feira (15). Município defende implosão do local para evitar novos incidentes.
O prefeito de Limeira (SP), Murilo Félix, solicitou formalmente ao Governo Federal a demolição da estrutura conhecida como "Ponte do Esqueleto" e pediu a atuação da Polícia Federal para investigar a organização de atividades no local divulgadas por meio das redes sociais. A demanda foi apresentada nesta segunda-feira (15) durante uma reunião com representantes da União, da Câmara Municipal e da bancada federal.
A ponte desativada está localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis. De acordo com a administração municipal, o trânsito e a permanência de pessoas no viaduto sempre foram proibidos devido aos riscos estruturais. O Executivo defende que a implosão da área é a única alternativa definitiva para cessar o acesso irregular e garantir a segurança pública.
Durante o encontro, o governo local detalhou as ações de contenção adotadas na região desde 2024, que incluem a abertura de valetas na pista, instalação de placas de advertência e o bloqueio físico dos acessos. No entanto, a prefeitura ressaltou que as barreiras costumam ser burladas por frequentadores, inclusive por meio de propriedades particulares que cercam o entorno. Como a área pertence legalmente à União, o município depende da autorização e da execução do governo federal para intervenções definitivas.
Em resposta aos pedidos da prefeitura, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) informou que reforçará de imediato a sinalização no local, explicitando a proibição de entrada e a possibilidade de responsabilização jurídica. O órgão federal também se comprometeu a avaliar a implantação de novos obstáculos e barreiras físicas para dificultar o tráfego de pedestres.
Segundo o Secretário Interino de Assuntos Jurídicos de Limeira, Jonathan D. Fernandes, o acesso à estrutura configura ato ilícito, uma vez que a propriedade não é de uso público permitido. A reunião também contou com a participação do presidente da Câmara de Limeira, Everton Ferreira, e do deputado federal Miguel Lombardi (PL).
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana | Com Informações da Prefeitura de Limeira