Foto: CDC/ James Gathany
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou que a morte de um homem de 46 anos, ocorrida em fevereiro em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, é o único óbito por hantavírus registrado no Brasil em 2026 até o momento. O diagnóstico foi ratificado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) após análises laboratoriais.
De acordo com as autoridades de saúde, a vítima trabalhava em uma lavoura e apresentava histórico de exposição a roedores silvestres, principal forma de contágio da doença em áreas rurais. O caso é considerado isolado e não possui relação com outros registros ou surtos internacionais recentes.
Dados do Ministério da Saúde, atualizados até 27 de abril, indicam que o Brasil confirmou sete casos de hantavirose em 2026. Além do óbito em Minas Gerais, o estado registrou outro caso da doença, mas sem evolução para morte.
As autoridades esclareceram que nenhum dos registros brasileiros deste ano possui ligação com a cepa Andes. Esta variante específica é a única conhecida por permitir a transmissão direta entre humanos e está associada a um surto recente em um navio de cruzeiro na Europa, que resultou em três mortes. No Brasil, a manifestação prevalecente continua sendo a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, transmitida pela inalação de partículas de excrementos de roedores.
Em 2025, o Brasil fechou o ano com 35 casos confirmados e 15 mortes por hantavirose. Em Minas Gerais, o último ano registrou seis casos e quatro óbitos.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que não possui tratamento específico, sendo o atendimento baseado em suporte clínico. Para evitar o contágio, a Secretaria de Saúde recomenda medidas de higiene e controle de roedores, especialmente em ambientes agrícolas:
Manter alimentos em recipientes fechados e protegidos. Evitar o acúmulo de entulhos e manter terrenos limpos ao redor de residências. Ventilar locais fechados, como galpões e paióis, antes de entrar. Umedecer o chão com água e sabão antes de realizar a limpeza de depósitos, evitando varrer poeira a seco.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana