Foto: Dario Banzato
O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região divulgou, nesta nota, um esclarecimento sobre a realização da assembleia setorial destinada à deliberação da campanha salarial de 2026. A entidade contesta informações que circulam em redes sociais sobre supostas irregularidades no processo de votação e reafirma a legalidade do uso de urnas itinerantes para coletar os votos dos servidores municipais.
De acordo com o sindicato, a decisão de realizar uma votação por unidades (setorial) surgiu da necessidade de garantir quórum e participação dos trabalhadores que possuem dificuldade de comparecer às assembleias presenciais. A medida ocorre após a categoria ter deliberado pelo "Estado de Greve" em reunião realizada no dia 31 de março, em frente ao Centro Cívico.
A diretoria da entidade rebateu especificamente conteúdos que utilizam simulações de inteligência artificial para questionar o rito jurídico da assembleia. Segundo a nota, os questionamentos "carecem de fundamento legal" e ignoram as normas que regem as organizações sindicais.

Foto: Dario Banzato
O sindicato enfatiza que o processo foi transparente e seguiu as seguintes etapas:
Divulgação prévia: Publicação de editais e informativos em redes sociais desde o dia 10 de abril.
Acesso ao voto: Disponibilização de urnas itinerantes nos postos de trabalho e uma urna fixa na sede da entidade até as 19h.
Clareza na pauta: Cédulas de votação com opções detalhadas sobre a autorização para a publicação de edital de greve, conforme a Lei Federal nº 7.783/89.
A votação atual é um desdobramento da Assembleia Geral Extraordinária iniciada em 6 de fevereiro. A categoria busca o reajuste referente à data-base de março, estabelecida pela Lei Municipal nº 5.686/2006.
A entidade reforça que a consulta setorial é uma alternativa legítima para assegurar que servidores afastados por motivos médicos, aposentados e aqueles em horário de expediente possam manifestar sua vontade. O sindicato orienta que os trabalhadores busquem canais oficiais para evitar a desinformação, que, segundo a nota, prejudica a organização coletiva da categoria.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana