Foto: Plantão Notícia
A Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba e o Sindicato dos Trabalhadores Municipais emitiram notas oficiais nesta quarta-feira (25) sobre o incidente ocorrido na UPA Piracicamirim, onde uma médica foi detida pela Polícia Militar após denúncia de recusa de atendimento a uma criança de 2 anos. A defesa da profissional também se manifestou, negando que tenha havido qualquer irregularidade na assistência.
De acordo com a Secretaria de Saúde, após o desentendimento ocorrido na noite de terça-feira (24), a criança foi prontamente atendida por outro médico da unidade, recebeu medicação e seguiu assistida pela equipe local. A pasta confirmou a abertura de uma sindicância para apurar as circunstâncias do episódio e reforçou que preza pelo "atendimento humanizado e seguro".
O advogado da médica afirmou, em contato com a reportagem, que "jamais houve omissão de socorro ou desassistência". A defesa classificou a condução policial como "extremamente desproporcional" e informou que o caso será tratado pelas vias legais, optando por não emitir uma nota pública detalhada neste momento.
Já o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região manifestou solidariedade à família da criança, mas pediu cautela nas investigações.
Em nota, a entidade ressaltou que os fatos devem ser apurados com imparcialidade, evitando "julgamentos precipitados". O sindicato pontuou ainda que os servidores da saúde frequentemente atuam sob sobrecarga de trabalho e alta demanda, e reafirmou que garantirá o direito à ampla defesa da profissional.
O caso segue sob análise da Corregedoria Municipal de Piracicaba e da Polícia Civil. A prefeitura informou que o prontuário da paciente será auditado para verificar se o protocolo de urgência (pulseira amarela) foi respeitado conforme as normas técnicas.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana