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POLICIAL MILITAR QUE MATOU DOIS JOVENS EM FESTA EM PIRACICABA É CONDENADO A 58 ANOS E 4 MESES DE PRISÃO

Publicada em: 12/03/2026 06:09 -

Foto: TV Metropolitana

Após um julgamento que durou cerca de 20 horas, o Tribunal do Júri de Piracicaba condenou o policial militar Leandro Henrique Pereira a 58 anos e 4 meses de reclusão. A sentença foi proferida na madrugada desta quinta-feira (12), após o Conselho de Sentença acolher a tese da acusação sobre os crimes ocorridos durante um show sertanejo em novembro de 2022.

Leandro foi condenado por dois homicídios duplamente qualificados consumados e três tentativas de homicídio também duplamente qualificadas. O réu, que já estava detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, retornou à unidade para o cumprimento da pena.

Foto: TV Metropolitana

A sessão, que teve início na manhã de quarta-feira (11), foi marcada por intensos debates e forte esquema de segurança. O Conselho de Sentença — formado por cinco homens e duas mulheres — ouviu 12 testemunhas antes do interrogatório do acusado. O plenário permaneceu lotado durante todo o dia por estudantes de Direito e familiares das vítimas.

O Ministério Público, representado pelo promotor Aluísio Maciel Neto, sustentou que o PM efetuou os disparos após um desentendimento banal (um "empurra-empurra") no evento, atingindo fatalmente Heloíse Magalhães Capatto e Leonardo Victor Cardoso, além de ferir outras três pessoas.

Foto: Arquivo

Durante o júri, a defesa de Leandro, composta pelos advogados Cláudio Dalledone, Renan Canto, Mauro Ribas e Renato Soares, utilizou uma tecnologia de recriação digital 3D para tentar provar que o réu teria agido em legítima defesa. A banca sustentou que os disparos que atingiram as demais vítimas não teriam partido da arma do PM e apontou a suposta presença de outro policial armado no local que não teria sido investigado.

No entanto, os jurados rejeitaram as teses defensivas, confirmando a autoria e as qualificadoras dos crimes apresentadas pela Promotoria.

Foto: TV Metropolitana

Para os familiares de Heloíse e Leonardo, o veredito encerra um ciclo marcado por dor e sucessivos adiamentos — o julgamento chegou a ser remarcado sete vezes devido a conflitos processuais. Em breve nota das famílias, dos advogados e do promotor.

Foto: TV Metropolitana

Camila Alves Cardoso, irmã de Leonardo, que acompanhou toda a sessão, já havia manifestado no início do dia a expectativa por este desfecho: "Esperamos que a justiça dos homens seja feita hoje. Toda vez que esse julgamento reaparece, a gente revive aquele dia de novo. Espero que a gente saia daqui com um pouco de dignidade".

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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