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JUSTIÇA DE PIRACICABA REALIZA AUDIÊNCIA SOBRE EXECUÇÃO DE PAI E FILHO EM DISPUTA POR CAÇA-NÍQUEIS

Publicada em: 09/03/2026 00:41 -

Foto: Arquivo/MTV

A Justiça de Piracicaba realiza, nesta segunda-feira (9), a audiência de instrução dos seis réus acusados pelas execuções de Wilson Roberto Casale e seu filho, Felipe Roberto Casale. A sessão, que integra a primeira fase do rito do Tribunal do Júri, ocorre de forma presencial após falhas técnicas nos links de videoconferência dos Centros de Detenção Provisória (CDPs) impedirem a realização do ato na última semana.

Nesta etapa, serão colhidos os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. O objetivo é que o magistrado decida se há indícios suficientes de autoria e materialidade para levar os réus a julgamento popular.

Foto: Arquivo/MTV

Segundo o promotor Aluisio Antonio Maciel Neto, o processo enfrentou paralisações devido a recursos da defesa, incluindo um período de quase um ano de interrupção por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As investigações apontam que as mortes foram motivadas por uma disputa pelo controle de pontos de máquinas caça-níqueis na região. Wilson Roberto Casale foi assassinado em maio de 2018, aos 56 anos, em um bar. Seu filho, Felipe, teria assumido os negócios e foi executado em março de 2024, aos 37 anos.

Foto: Arquivo/MTV

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que os seis réus são integrantes de uma facção criminosa e que o esquema envolvia não apenas o jogo de azar, mas uma estrutura de poder econômico utilizada para corrupção e crimes de mando.

Foto: Arquivo/MTV

O caso está inserido no contexto das operações "Jogo da Vida" e "Rêmora", deflagradas pelo Gaeco. As investigações revelaram que o grupo criminoso era liderado por dois irmãos — um focado na parte administrativa e outro na operacional — que planejaram as execuções das vítimas.

Além das mortes, o esquema resultou na condenação recente de dois policiais civis. Em janeiro de 2025, a Justiça decretou a perda dos cargos dos agentes, acusados de receber propina de R$ 1 mil para não fiscalizar os pontos de jogo de azar. Mensagens de texto e áudio interceptadas pela perícia confirmaram a negociação de valores entre os chefes da organização e os policiais, que utilizavam viaturas oficiais para comparecer aos locais de exploração.

Foto: Arquivo/MTV

Os policiais foram condenados por corrupção passiva, enquanto os operadores do jogo responderão por corrupção ativa. Todos os envolvidos negam as práticas criminosas e a decisão cabe recurso.

Texto: Da Redação

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