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APEOESP PROMOVE ASSEMBLEIA E PROFESSORES PODEM DEFLAGRAR GREVE

Publicada em: 06/03/2026 09:36 -

Foto: Assessoria Parlamentar

A Apeoesp promove assembleia nesta sexta-feira, 6 de março, em São Paulo, quando os professores da rede estadual de ensino deverão indicar a data para a deflagração de uma greve da categoria, em  resposta aos ataques do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas,  à educação pública e ao magistério paulista. A assembleia está marcada para as 16 horas, na avenida Paulista, no vão livre do MASP, e será marcada por caminhada até a Praça da República, aonde está localizada a Secretaria Estadual da Educação, e haverá um tributo à educação, com show do cantor Chico César, a partir das 18h30.

A primeira presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que a assembleia é uma resposta da entidade à falta de avanços nas negociações com o governo paulista em relação às reivindicações da categoria. Bebel diz que os professores e a educação pública estadual vivem um dos piores momentos na condução das políticas educacionais e por isso os professores irão até as últimas consequências na luta em defesa dos direitos e da garantia de ensino de qualidade. “Se não houver atendimento às reivindicações, será decretada greve”, declara.

A presidenta da Apeoesp lamenta que, mais uma vez, os ataques do governador Tarcísio de Freitas e do secretário estadual da Educação, Renato Feder, ao magistério paulista e à escola pública. Bebel diz que neste ano, inclusive, o  início do ano letivo foi marcado pela demissão em massa de professores. “Temos professores que ainda enfrentam problemas na atribuição, escolas com instabilidade e uma política que vem tensionando a carreira. A assembleia é o espaço legítimo da categoria para avaliar esse cenário e decidir coletivamente os rumos do movimento”, destaca Bebel.

Entre as reivindicações dos professores, que será debatida na assembleia, será o cumprimento do piso salarial nacional dos professores. A Apeoesp cobra o reajuste do piso nacional no salário-base e na carreira, o fim do abono complementar, a reabertura de classes fechadas e a devolução do tempo de serviço congelado durante a pandemia da covid-19, nos anos de 2020e 2021.  A pauta conta ainda com a busca por garantia de educação especial para estudantes atípicos e com deficiência, e a exigência básica de que nenhum professor permaneça sem aula atribuída e nenhum estudante fique sem professor. Para a deputada Bebel, “não é possível falar em qualidade na educação com instabilidade na carreira e fechamento de classes. A valorização do magistério é condição para fortalecer a escola pública”.

A defesa da escola pública e contra a privatização e militarização, assim como a manutenção do Ensino de Jovens e Adultos, contra o fechamento do noturno e pela retirada da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo do PL 1316/2025, do governador Tarcísio de Freitas, de reforma administrativa da educação, que ataca o magistério são outros pontos da pauta de reivindicações apresentadas pela Apeoesp. “A nossa assembleia vai contar com professores das mais diversas regiões do Estado de São Paulo, assim como estudantes, pais e lideranças de movimentos sociais e de entidades ligadas ao funcionalismo estadual, que também rechaçam os ataques do governador”, completa Bebel, convocando a categoria para participar da assembleia e fazer o enfrentamento aos desmontes das políticas públicas do governador Tarcísio de Freitas.

Texto: Vanderlei Zampaulo/Jornalista

Publicado por Danilo Telles/Grupo Metropolitana

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