Foto: Divulgação/PF
Um homem apontado como gerente de uma rede de tráfico internacional de drogas morreu, nesta terça-feira (20), após entrar em confronto com a Polícia Militar na zona rural de Limeira (SP). Segundo as investigações, o suspeito era o responsável por cooptar estrangeiros para transportarem entorpecentes dentro do próprio corpo para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação ocorreu no âmbito da "Operação Expurgo", deflagrada em conjunto pelas Polícias Federal e Militar para desarticular o esquema transnacional. De acordo com o comandante do CPI-9, coronel Cleotheos Sabino, o investigado fugiu de sua residência em uma chácara para uma área de mata ao perceber a chegada das equipes. Houve perseguição com auxílio do helicóptero Águia e cães farejadores. Durante a tentativa de abordagem, o homem disparou contra os policiais, foi baleado no revide e morreu após ser socorrido.
Até o momento, a operação resultou na prisão de dois homens e na apreensão de quatro armas de fogo, incluindo um fuzil e revólveres. Em Santa Bárbara d’Oeste (SP), os agentes localizaram R$ 75 mil em espécie escondidos em um fundo falso de móveis em uma residência vinculada aos investigados. Ao todo, a Justiça Federal expediu 12 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em cidades como Piracicaba, Americana, Botucatu, São Paulo e Corumbá (MS).

Foto: Danilo Telles/MTV
A investigação, iniciada em janeiro de 2025, revelou uma rota de tráfico que trazia cocaína de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O grupo recrutava imigrantes que aceitavam ingerir cápsulas da droga em troca de aproximadamente R$ 2 mil.
As "mulas", como são chamados esses transportadores, viajavam de ônibus até a capital paulista e depois eram levadas para chácaras no interior do estado para expelir o entorpecente. Entre os detidos em ações anteriores, foram identificados adolescentes com documentos falsos e até uma gestante transportando as cápsulas.
A Polícia Federal destaca que o foco da intervenção desta terça-feira foi atingir o núcleo logístico da organização, que utiliza a estrutura da facção para distribuir a droga em pontos de venda após a entrada no país. As diligências continuam para o cumprimento dos mandados restantes.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana