Foto: Prefeitura de Piracicaba
Análise técnica confirma que árvore-símbolo da cidade permanece saudável aos 107 anos. Prefeitura realiza manejo preventivo com cabos de aço e tratamento fitossanitário para garantir preservação do patrimônio histórico.
A Sapucaia centenária de Piracicaba (SP), localizada no cruzamento da Avenida Independência com a Rua Moraes Barros, passou por uma série de procedimentos técnicos e exames estruturais nesta semana. As intervenções, coordenadas pela Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura e Serviços Públicos, ocorreram após o rompimento de um dos galhos da árvore durante um período de ventos fortes e chuvas.
Na última quinta-feira (19), as equipes executaram uma poda de raleamento, que consiste na retirada seletiva de pequenos galhos para facilitar a passagem do vento e reduzir o peso sobre a estrutura principal. Exames de tomografia e penetrografia realizados anteriormente indicaram que, apesar do incidente, a base e o tronco da árvore permanecem em boas condições estruturais, mantendo índices de segurança semelhantes aos registrados em 2023.
A análise técnica concluiu que o galho caiu devido a um fenômeno conhecido como "casca inclusa", agravado pela torção causada pelo vento e pelo acúmulo de umidade. Não foi detectada contaminação fúngica ativa na estrutura principal da Sapucaia. Para assegurar a longevidade do exemplar, a Prefeitura planeja novas etapas de manutenção, que incluem a instalação de cabos dinâmicos na copa para reforço estrutural, aplicação de produtos contra pragas e fertilização.
Plantada em novembro de 1918 por Antonio Caprânico para celebrar o armistício da Primeira Guerra Mundial, a "Sapucaia da Paz" completou 107 anos em 2025. O exemplar da espécie Lecythis pisonis possui cerca de 12 metros de altura e cinco metros de circunferência.
Devido à sua relevância, a árvore foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural em 2004 e declarada imune ao corte em 2009. Por ser um bem protegido, todas as intervenções atuais foram autorizadas pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba). Especialistas afirmam que, com o manejo conservador adotado, a árvore pode permanecer segura e contribuir ecologicamente por mais décadas.
Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana